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Introdução
Na continua busca por boa leitura, algo que me distraia neste mundo por vezes crueu, optei por “A Menina que rouba livros”.
Nem precisei comprar, pois meu gosto pela leitura é bem perceptível no meio que vivo, fui presenteada pelo meu namorado. Na hora que abri a linda embalagem de presente me deparei com “Quando a morte conta uma história você deve parar e ler”, foi o suficiente para ter certeza que seria mais um da minha coleção livros “devorados”, não foi esta frase que me convenceu a leitura, mas a indicação.
Jamais pensei em ser critico literário, pois me apaixono e me envolvo bem fácil com histórias simples e apaixonantes.
Depois de “O Caçador de Pipas” e “Ponto de Impacto” , me deliciei com mais uma emocionante história tudo por culpa de Liesel Meminger “A Menina que Roubava Livros”.
Apresento a vocês como cenário a Alemanha Nazista, a menina que viu o irmão ser levado pela morte, sua mãe a doar para outra família, um livro preto com letras prateadas, pais adotivos, um judeu escondido no seu porão, muitas bombas e roubos de livros.
Escrito por Alice Albuquerque às 14h26
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Recomendo...
“A Menina que Roubava Livros”
Hoje acabei de ler um livro que me fez rir, chorar, pensar nos seres humanos e na sua imensa capacidade de amar, odiar, suportar, fazer o mal para seu próximo e principalmente como as pessoas o tempo todo estão sujeitas a morrer e perder entes queridos. Há pessoas que passam nas nossas vidas e se vão sem ter oportunidade de dizer “Adeus”, muitas vezes perdemos essas pessoas para a morte, outras vezes são amizades que desabam antes mesmo de conseguirmos expressar nosso amor, tem ainda àqueles amigos que eram presentes e simplesmente desaparecem deixando uma lacuna insuportável no coração. E as paixões e amores que encontramos, desencontramos e perdemos ao longo da vida. Esses são os piores.
Estou falando do clássico que fez parte da minha cabeceira nos últimos dias “A Menina que Roubava Livros”, uma bela história de Markus Zusak, confesso que foram noites de sono perdidas que valeram muito a pena.
Uma verdadeira volta à história e as absurdas atitudes humanas na época de Hitler. A Alemanha nazista é cenário de umas das maiores barbaridades já feito pelo ser humano na terra.
Liesel Meminger é a protagonista do livro, a narradora é “algo” ou “alguém” bem inusitada e indesejada de muitos à “Morte”.
Nos anos de 1939 e 1943 Meminger teve a sorte ou a infelicidade de encontrar a "Morte" três vezes. Felizmente saiu suficientemente viva das três ocasiões, a “Morte” ficou bem impressionada e decidiu contar com suas palavras a história da menina que roubava livros.
Com a perseguição do pai comunista pelo regime de Hitler, Liesel foi deixada pela mãe com um casal de alemães na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade próxima a Munique. Durante sua vida Liesel foi abandonada pelo pai biológico, perde seu irmãozinho para a morte, como se não bastasse foi abandonada pela mãe biológica. Depois de tantas perdas ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência.
Passou a ter uma nova família aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.
Liesel possuía uma sede por palavras, conhecimentos, livros. E foram esses livros que nortearam a sua vida naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando muito trabalho à “Morte”.
Roubar era única opção a quem não tinha recursos de comprar as palavras, à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito e salvaram sua vida.
Liesel era uma garota comum jogava futebol, ia à escola, conhecia e brincava com garotos o que lhe diferenciava das outras crianças era que furtava livros.
Um dos garotos que conhecia era Rudy Steiner, fanático pelo corredor negro americano Jesse Owens, uma lenda do esporte por ter colocado por terra a teoria da superioridade da raça ariana, ao derrotar os alemães em plena Olimpíadas de Berlim, em 1936. Em um dos episódios mais marcantes do livro, Rudy se pinta com carvão e sai correndo pelas ruas, chocando a cidade e tomando um puxão de orelha do pai. A leveza com que crianças e adolescentes atravessam um dos períodos mais dramáticos da História é um dos trunfos desse belo clássico.
Poucas pessoas marcaram a vida dessa garota, porém cada uma que teve a oportunidade de conhecer Liesel, ficaram gratas de alguma forma. Entre essas pessoas destacam-se Hans, acordeonista amador e amável, pai que a ensinou a ler nas madrugadas. Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Além disso, há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal e sua mãe de criação que além de rabugenta, era literalmente, madrasta - xingava a menina de "porca", mas amou-a profundamente.
Uma história cheia de idéias originais, uma narrativa feita pela própria morte, algo extremamente interessante.
Adianto desde já que a leitura não é nada bela no romance “A menina que roubava livros”. No entanto, o australiano “Markus Zusak”, escritor revelação da temporada, conseguiu tirar a foice das mãos da “Morte” e lhe dar caneta.
À morte não decepcionou Zusak, nem os leitores, narrou de forma perfeitamente uma história sem final feliz, para alguns deve ser chato por não seguir uma linha tradicional de “viveram felizes para sempre”, o fato é que nem sempre a vida tem um final feliz como na rotina de muitas obras.
Enfim, concluo com a última frase do livro escrita pela “Morte”, no qual não deveria temer a nada, haja vista que ela é maior de todas as assombrações. No entanto, à “Morte” comenta “os seres humanos me assombram”. É “Morte” nada querida devo concordar com você os seres humanos cada dia que passa tem atitudes que me envergonha, me assusta e me assombra.
Um livro realmente maravilho!!!!
Alice Albuquerque
Escrito por Alice Albuquerque às 22h25
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