Fronteira do Pó

Terra sem lei, Rio Amazonas é porta de entrada para tráfico de drogas entre Brasil, Peru e Colômbia
Fronteira do pó
Seria recomendável aumentar efetivo da policia na fronteira com a Colômbia e o Peru. Mas o governo brasileiro o diminuiu.
O governo brasileiro não está conseguindo por intermédio da Policia Federal inibir o tráfico de drogas na fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, mas conhecida como o triângulo do pó. O contingente de policiais é insuficiente e aspectos diplomáticos tornam-se os principais fatores do insucesso das operações. A tríplice fronteira tem sido palco de confrontos entre traficantes que disputam o poder da venda de entorpecentes para o Brasil.
Fronteira fragilizada
A região Trapézio Amazônico, tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru está em pé de guerra. O triângulo que deveria ser estratégico pelo governo tornou-se porta de entrada de cerca de 70% da cocaína traficada no país. No entanto, as autoridades mostram desleixo pelo assunto e ignoram a realidade.
Veja o mapa da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia
Para repreender a entrada de drogas no país nove agentes federais trabalham nesta tarefa. Além disso, em Tabatinga, no Amazonas, 34 policiais federais carimbam passaportes e fazem revistas no aeroporto e nos portos locais. Em Letícia, do lado colombiano da divisa, a mesma tarefa envolve 390 policiais. Por isso o tráfico prefere cometer crimes do lado brasileiro da fronteira.
Como se não bastasse uma quadrilha peruana esta em disputa com os colombianos pelo controle do comércio de cocaína para o Brasil. Em agosto o conflito entre os criminosos ganhou traços de uma verdadeira guerra. Isauro Porras, líder da bandidagem colombiana, foi assassinado pelo peruano Jair Michhue, seu antigo sócio. Até o momento doze pessoas já morreram na refrega, metade delas na banda brasileira.
Foi inaugurado a um mês no Rio Içá uma base da PF para a fiscalização de barcos, meio de transporte mais utilizado pelos traficantes. Porém, no dia seguinte foi fechada por falta de pessoas para trabalharem.
Contabilizando desde julho, foram desativados quatro postos por ausência de agentes. Restam agora dois postos nos 1644 quilômetros limítrofes com a Colômbia. Cada um conta com apenas um agente.
Os traficantes fazem o que quer nesta região, a última abordagem que a policia tentou fazer a casa de Jair Michhue na margem peruana do Rio Solimões, acabou tiroteio por parte dos capangas do traficante, tudo para afastar a ação da policia.
Caso a policia brasileira revidasse aconteceria um incidente internacional. A ousadia do bando do traficante se dá devido a atual fragilidade da Policia Federal. As estatística apontam que desde 2000 até o ano de 2007, a PF apreendeu uma média de 2 toneladas de cocaína por ano. Já neste ano, não foram nem 400 quilos de entorpecentes. Enquanto isso o mercado negro das drogas continua sendo abastecido, no Brasil e na Europa.
As autoridade peruanas e colombianas lavam as mãos para tais problemas, haja vista que a cocaína em questão não permanecem em seu território e o conflito entre traficantes ocorre com mais intensidade no Brasil.
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Escrito por Alice Albuquerque às 19h48
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