Alice Albuquerque
   50 anos de casados...

Nesta sexta-feira 18/07/08, meus avós maternos completam 50 anos de casados, uma união repleta de experiências, histórias e felicidades.

Quero poder compartilhar com vocês a alegria que estou sentindo de presenciar uma BODAS DE OURO de perto. A melhor parte é que tenho a certeza que esse não é relacionamento de mentiras ou imagens e sim de amor e companheirismo.

Acompanhem um pouco da vida a dois dos meus avós...

 

 

Uma historia de união e perseverança

 

Neste momento, falarei de um retrato, de um sonho, concebido por dois jovens que, unidos fundaram em bases sólidas seu reino, através dos valores familiares que a 50 anos ilustram uma história de firmeza e confiança, retratada por meio do suor, alegrias e também lágrimas deste casal.

Era uma vez Manoel Jovino e Benedita Barros...

Essa história teve inicio lá pelas bandas do Ceará, Manoel perdeu sua primeira esposa ainda jovem, dessa união nasceram José de Ribamar (in memore) e Maria de Fátima.

A vida era dura, conciliar casa, trabalho e filhos era muito difícil, porém havia uma pessoa próxima que mostrou-se amiga, companheira e lhe ajudava nos afazeres domésticos e cuidados com as crianças.

Manoel rogou aos céus um pedido queria e precisava de uma companheira, alguém que pudesse dividir e construir uma família com ele. Deus ouviu suas preces e o fez perceber que ela estava mais perto do que ele imaginava, já o ajudava e era amiga, além disso, tinha todos os requisitos que ele esperava.

O grande dia do pedido chegou Benedita teve medo da responsabilidade, mas resolveu enfrentar o desafio, pois conhecia Manoel e sabia que era um homem integro e trabalhador. Contudo, tinha a certeza que Deus os ajudaria. E assim, disse o grande SIM.

Era só o que faltava para o casamento, que não demorou muito à acontecer. O grande dia da união foi em 18 de julho de 1958 na – Paróquia  Bom Jesus dos Navegantes, Camocim - CE.

Assim como a D. Benedita mesmo define “o amor veio com o tempo”.

Essa história teve como cenário a grande seca de 1958, várias famílias foram obrigadas a se mudar em busca de boas condições de vida. Com D. Benedita e Sr. Manoel não foi diferente. Sr. Manoel já conhecia São Luís-MA e sugeriu a Dona Benedita que fossem pra esta terra, ela cansada da seca respondeu que iria com ele para qualquer lugar.

Assim eles vieram aventurar-se a construir uma nova vida numa diferente realidade.

Quando chegaram ao Maranhão tiveram que batalhar para sobreviver em um mundo desconhecido. Sr. Manoel trabalhava de dia e de noite para conseguir o sustento da família vendia sururu, peixe, queijo. A noite trabalhava como vigia.

A principio moravam no bairro do Turu. Não demorou muito mudaram-se com “malas e cuias” para o bairro Cruzeiro do Anil, mas precisamente na Rua do Piquizeiro, onde encontram-se até hoje. Local no qual, firmaram laços de amizades e momentos inesquecíveis.

 Todo esse esforço do Sr. Manuel tinha um propósito, dar alimentação e os estudos aos filhos que já haviam se multiplica. Além dois 2 agora tinham mais 5: Maria Dasdores, Maria Minervina, Américo Jovino, Raimunda Nonata e Luís Carlos.

O tempo passou, as crianças cresceram, tornaram-se jovens e depois adultos, todos começaram a trabalhar ajudar no sustento da casa.

Chegado o momento do amor , cada qual procurou seu rumo e formaram suas famílias. E assim:

·                  José Ribamar (o Zeca) casou-se com Camilia e deles nasceram, Jackeline, Jackson, Joseline e a netinha Raissa Emanuele.

·                  Fátima hoje tem o Eduardo filho e amigo.

·                  Maria Dasdores casou com Diniz e tiveram Fábio e Andressa.

·                  Maria Minervina hoje tem Júlio César.

·                  A união de Américo Jovino com Dorilene nasceu Nicole.

·                  Raimunda Nonata, esposa de Francisco é mãe de Alice, Anderson e Alana.

·                  E por fim Luís Carlos pai de Carla Beatriz e Luís Felipe, casou-se com Ana Lúcia e tiveram Luís Paulo e Luís Eduardo.

E assim constituíram uma “grande família” de sete filhos, 15 netos e uma bisneta. Embora houveram épocas que esses sete filhos viravam 10, 12. Isso porque a humilde casa de palha dos avós sempre abrigou amigos e parentes que vinham do interior estudar, trabalhar, pois, apesar da pobreza que viviam, D. Benedita sempre dizia que “onde comem hum, comem dois, três, quatro...”

O tempo foi passando e essa casa continua guardando muitas histórias de vida e superação hoje este casal completa 50 anos de união e estão aqui para celebrar com as pessoas que acompanharam essa história.

 

Desejo tudo de bom a esse casal que para mim significa um exemplo de vida.

Vó e Vô PARABÉNS....

 

ALICE ALBUQUERQUE



Escrito por Alice Albuquerque às 13h49
[] [envie esta mensagem] []


 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]  
 
 

HISTÓRICO



OUTROS SITES
 Maurício Home Page
 Blog do Maurício Araya
 Paulo Jr.
 Liberdade de Expressão (Ana Paula)
 Paula Lima
 Muito muito coquete (Alessandra)
 Josimar Melo
 Prof. Li
 Rafaela Faculdade
 Thiago Borges
 Jornalismo 5ºP


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!